segunda-feira, 23 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

DESCOBERTO O SEGREDO DAS PESSOAS QUE COMEM LUZ

A solar salamander

Photosynthetic algae have been found inside the cells of a vertebrate for the first time.
salamander embryos
Spotted salamander embryos have an unexpectedly close relationship with a single-celled alga.
TED LEVIN/photolibrary.com
Occasionally, researchers stumble across something extraordinary in a system that has been studied for decades.
Ryan Kerney of Dalhousie University in Halifax, Nova Scotia, Canada, did just that while looking closely at a clutch of emerald-green balls — embryos of the spotted salamander (Ambystoma maculatum). He noticed that their bright green colour comes from within the embryos themselves, as well as from the jelly capsule that encases them.
This viridescence is caused by the single-celled alga Oophila amblystomatis. This has long been understood to enjoy a symbiotic relationship with the spotted salamander, which lays its eggs in bodies of water. However, the symbiosis was thought to occur between the salamander embryo and algae living outside it — with the embryo producing nitrogen-rich waste that is useful to algae, and the algae increasing the oxygen content of the water in the immediate vicinity of the respiring embryos.
At a presentation on 28 July at the Ninth International Congress of Vertebrate Morphology in Punta del Este, Uruguay, Kerney reported that these algae are, in fact, commonly located inside cells all over the spotted salamander's body. Moreover, there are signs that intracellular algae may be directly providing the products of photosynthesis — oxygen and carbohydrate — to the salamander cells that encapsulate them.

Breaking the rules

Such a close co-existence with a photosynthetic organism has previously been found in invertebrates, such as corals, but never in a vertebrate.
Because vertebrate cells have what is known as an adaptive immune system — which destroys biological material not considered 'self' — it was thought to be impossible for a symbiont to live stably inside them. But, in this case, the salamander cells have either turned their internal immune system off, or the algae have somehow bypassed it.
"On a lark, I decided to take a long-exposure fluorescent image of a pre-hatchling salamander embryo," says Kerney. When this revealed widely scattered dots of unstained cells fluorescing in the background — an indicator that those cells might contain chlorophyll — Kerney switched to transmission electron microscopy (TEM) to take a closer look.
"The surrounding salamander cells that contain the algae often have several mitochrondria bordering the algal symbiont," Kerney says, pointing to a TEM image.
Mitochondria are the powerhouses of animal cells, converting oxygen and a metabolic product of glucose into ATP, a molecule that cells use to store chemical energy. So salamander mitochondria gathered around an algal cell might be there to take advantage of the oxygen and carbohydrate generated by photosynthesis in that particular cell.

Green flash

How the relationship between the two species originated is unknown. But Kerney is probing how algae enter salamander cells, and some earlier findings are proving helpful.
Lynda Goff, a molecular marine biologist at the University of California, Santa Cruz, worked on this pair of organisms about 30 years ago and demonstrated, among other things, that embryos lacking algae in their surrounding jelly are slow to hatch. "We saw a logarithmic increase in algal cells as the embryo developed," she says. And in those that did contain algae, the community was not static.
This logarithmic increase suggests that algae associated with the salamander embryos either divide rapidly as the embryo develops, or quickly enter the jelly or the embryo from outside as it grows.
So how might the algae enter the embryos? A likely moment occurs as the embryos' nervous systems begin to form. A time-lapse video made by Roger Hangarter at Indiana University in Bloomington, and presented by Kerney at the meeting, reveals a fluorescent green flash next to each embryo at that point in its development.
The flare is a bloom of algae, which is probably drawn to a release of nitrogen-rich waste from the embryo, says Kerney. If waste is released, then there must also be a way in — and the large number of algae in the bloom increases the chances that some will make it in.
adult salamander
Algae in the salamanders' cells could be providing them with photosynthetic products, including oxygen.
John Cancalosi/naturepl.com
This might explain why so many researchers have failed to find algae inside spotted salamander embryos before: most of them studied embryos that had not yet reached the phase coinciding with these algal blooms, so algae inside the animals would have been scant.
However, that doesn't necessarily mean that embryos at an earlier stage contain no algae.
One of Kerney's most curious discoveries is of the presence of algae in the oviducts of adult female spotted salamanders, where the embryo-encompassing jelly sacs form — a finding that points to the possibility that symbiotic algae are passed from mother to the offspring's jelly sacs during reproduction.
"I wonder if algae could be getting into the germ [sex] cells," says David Wake, an emeritus professor at the University of California, Berkeley, who watched Kerney's presentation. "That would really challenge the dogma [of vertebrate cells disposing of foreign biological material]. But why not?"

Both Wake and David Buckley, a researcher specializing in salamander development at the National Museum of Natural Sciences in Madrid, agree that the work might tell us more about how self-recognition is learned by vertebrate cells during development. Because salamanders can regrow limbs, almost all the cells in a grown adult retain a degree of pluripotency — that is, the specialized cells can continue to divide and change into other cell types throughout the salamander's life.
It may be that specialized cells in these adult salamanders are able to accommodate algae inside them because the process by which they learn self-recognition is different from that of other vertebrates.
"It makes me wonder if other species of salamander that have known symbiotic relationships with algae also harbour algae inside their cells," said audience member Daniel Buchholz, a developmental biologist at the University of Cincinnati in Ohio. "I think that if people start looking we may see many more examples."




 http://www.nature.com/news/2010/100730/full/news.2010.384.html

quarta-feira, 7 de julho de 2010

QUARESMEIRAS

Com o intuito de ajudar meu amigo biólogo a passar menos vergonha em campo, decidi postar algumas fotos de quaresmeiras, além de uma reportagem de anos atrás sobre as quaresmeiras da 23 de maio. 23 de maio é o nome de uma importante avenida do corredor norte-sul da cidade de São Paulo.




Trânsito na avenida 23 de Maio, na noite de ontem, quando o índice de congestionamento em SP chegou a 151 km
Cena comum da 23 de maio










Estresse faz quaresmeiras florirem
Aureliano Biancarelli   Folha de S.Paulo - SP   March 2002




Com o tempo de vida reduzido pela poluição, as quaresmeiras de São Paulo estariam dando floradas mais viçosas e mais frequentes. Alguns grupos da árvore, por conta do estresse da cidade, chegam a florir três vezes por ano.

Segundo biólogos e engenheiros, as plantas estressadas sabem que terão vida mais curta e produzem mais flores para garantir mais sementes e mais "descendentes". "A floração é a forma de perpetuação da espécie. Nas quaresmeiras, as mais velhas vão ficando cada vez mais exuberantes", diz Luiz Rodolfo Keller, engenheiro florestal e diretor do curso de jardinagem da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
"Não há estudos científicos, mas há anos observamos que as quaresmeiras são mais viçosas nas áreas que concentram mais automóveis, como a avenida 23 de Maio", afirma Keller.

A florada das quaresmeiras pode ser observada por mais algumas semanas em muitos parques e ruas da cidade. A Tidouchina granulosa, seu nome científico, é originária da mata atlântica e tem flores nas cores roxa e rosa. No Brasil, é conhecida como quaresma, ou flor de quaresma, porque suas flores coincidem com o período pós-Carnaval. Nos países de língua inglesa para onde foi levada, é conhecida como purple glory tree e princess flower.

Na mata original, a quaresmeira floresce duas vezes por ano -a outra florada, menos intensa, acontece em setembro/outubro- e chega a viver de 60 a 70 anos. "Com o estresse da cidade, elas vivem menos de 50 anos e podem florescer três vezes por ano", diz Keller. "As maiores vítimas do estresse são as quaresmeiras que se encontram isoladas nas ruas." Os vilões são o monóxido de carbono, produzido pela queima de combustível dos veículos, e o ozônio. A falta de adubação, o pequeno espaço para crescer e expandir suas raízes e as podas drásticas também apressam a morte das quaresmeiras. "A floração depende muito de fatores ambientais", diz a bióloga Célia de Assis. "Quando florescem, as plantas estão tentando produzir frutos e sementes para deixar descendentes. Quando submetidas a um estresse, as árvores sabem que podem perecer mais rápido."

Segundo Célia, existe uma lógica biológica no fato de a planta florescer mais quando ameaçada, como forma de preservar a espécie, mas ainda faltariam estudos científicos que possam comprovar essa relação.
O engenheiro agrônomo Eduardo Panten, do departamento de controle ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, diz que as quaresmeiras estão exuberantes porque se adaptaram bem à s cidades. Para ele, elas são plantas que suportam bem a poluição atmosférica e suas floradas dependem dos períodos de luz. "A poluição por monóxido de carbono já foi maior em São Paulo", diz.

"Olhem nossas flores"

Pouco importa o que está por trás da exuberância das quaresmeiras, o importante é que estão colorindo a cidade, concordam os técnicos. "A florada das quaresmeiras é como se fosse o último grito do verde da cidade", diz Mario Mantovani, presidente da organização não-governamental SOS Mata Atlântica. "As árvores estão pedindo, "pessoal, olhem nossas flores"."

A bióloga e paisagista Alzira Maria da Rocha Cruz diz que a ameaça as quaresmeiras é seu plantio em local inadequado, que depois leva a podas drásticas.

"Elas chegam a 12 metros e atingem a fiação. Depois de várias podas, ficam deformadas e morrem." A maioria das quaresmeiras de São Paulo foram plantadas há aproximadamente 20 anos.

Poucos bairros têm variedade de cor

Quem observar as cores da cidade nesta época do ano vai notar que, além do roxo e rosa das quaresmeiras, há o amarelo das acácias e o carmim das paineiras. Em julho chegam os ipês rosa e roxo, em agosto, os amarelos.

O jacarandá-mimoso, de flores arroxeadas, é a primeiro a florir na primavera, dividindo as ruas com o amarelo das sibipirunas, encontradas na maioria das ruas.

Esse calendário de cores só é percebido em parques e bairros que tiveram algum planejamento, como Pacaembu, Jardins, Chácara Flora e áreas do Morumbi.

A prefeitura promete iniciar um inventário da arborização em São Paulo. O que se sabe, com base em levantamentos feitos em 1995, é que a cidade tem uma grande mancha de calor que vai do centro em direção àzona leste. Chega a 6°C de diferença, por conta da falta de árvores.
Em bairros da zona norte como Perus e Pirituba, o espaço de área verde por habitante chega a 144 m². Em bairros como Sapopemba, Vila Prudente, Guaianazes (todos na zona leste) e Capão Redondo (sul), a média é inferior a 1 m² por habitante. "São as regiões mais violentas da cidade", observa Caio Boucinhas, diretor do Depave (Departamento de Parques e Áreas Verdes) da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A atual administração estuda um plantio com mudas adequadas a cada região da cidade, com parceria dos moradores. "Se o morador não adotar a árvore que está em frente àsua casa, ela não sobrevive", diz Boucinhas.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

NOTÍCIAS SOBRE ETANOL

Produção de etanol cresce 17,5% e de açúcar, 30,8%

Ribeirão Preto, SP, 5 - A produção de etanol cresceu 17,5% e a de açúcar disparou 30,88% no acumulado até 15 de junho, da safra 2010/2011, nas usinas e destilarias do Centro-Sul, ante igual período de 2009/2010

AE | 05/07/2010 16:46

Ribeirão Preto, SP, 5 - A produção de etanol cresceu 17,5% e a de açúcar disparou 30,88% no acumulado até 15 de junho, da safra 2010/2011, nas usinas e destilarias do Centro-Sul, ante igual período de 2009/2010. Os dados são do relatório de acompanhamento de safra de União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) divulgado hoje. Segundo a entidade, entre abril e a primeira quinzena de junho a produção de etanol somou 7,18 bilhões de litros, contra 6,11 bilhões de litros no mesmo período do ano passado. A produção de açúcar saltou de 6,84 milhões de toneladas para 8,95 milhões de t entre os mesmos períodos. Na primeira quinzena de junho, a produção de açúcar totalizou 2,29 milhões de toneladas. Já a de etanol foi de 1,71 bilhão de litros, sendo 470 milhões de anidro e 1,24 bilhão de hidratado. Do total de cana processada do início da safra até o dia 15 de junho, 43,34% foram destinados à produção de açúcar e 56,66% ao etanol. Na primeira quinzena do mês passado, a proporção da cana destinada à produção de açúcar alcançou 45,14% e a de álcool 54,86%, o que comprova o aumento do destino da matéria-prima para o açúcar diante dos bons preços. "A situação conjuntural do mercado de açúcar, que apresenta forte demanda física pelo produto, e os compromissos assumidos por boa parte das empresas fizeram com que a produção de açúcar fosse mais intensa nesse início de safra", informou Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Unica. A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do País entre o início de abril e 15 de junho chegou a 173,65 milhões de toneladas, alta de 20,38% sobre as 144,25 milhões de t em igual período da safra 2009/10, informou a Unica. Considerada apenas a primeira quinzena de junho, foram processadas 39,57 milhões de toneladas de cana, crescimento de 18,56% em relação ao total de 33,38 milhões de t processadas no mesmo período da safra anterior. A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) no acumulado desde o início da safra 2010/2011 chegou a 124,85 kg por tonelada de cana, 2,28% superior aos 122,07 kg obtidos no acumulado ate 15 de junho da safra anterior. Já o ATR por tonelada de cana na primeira quinzena de junho ficou em 134,93 kg, 4,22% superior à observada no mesmo período de 2009 (129,47 kg de ATR). Segundo a Unica, o aumento na moagem ocorre pela antecipação do início das atividades "em um significativo contingente de unidades produtoras", com as duas últimas usinas previstas para iniciar a safra 2010/2011 começando as operações na primeira quinzena de junho. "Adicionalmente, as condições climáticas permaneceram excepcionais para a colheita da cana nesse início de safra: o indicador de precipitação pluviométrica na região Centro-Sul em maio foi 53,95% inferior ao valor histórico para o mês, tendência que se manteve na primeira metade de julho", informou a Unica. A entidade informou, ainda, que a escassez de chuvas deve prejudicar o desenvolvimento vegetativo de parte do canavial e comprometer a produtividade da cana-de-açúcar a ser colhida no último terço desta safra, a partir de setembro e outubro. Diante do cenário, a Unica voltou a informar que realiza uma revisão da previsão para da safra 2010/2011, a ser divulgada nos próximos meses.